Nos dias 16 e 17 de abril de 2026, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), por meio do 12º Batalhão de Bombeiros Militar, realizou uma série de reuniões estratégicas com os gerentes das Unidades de Conservação (UCs) do Noroeste Mineiro, com foco na temporada vindoura do período de estiagem e enfrentamento aos incêndios florestais.
A comitiva, liderada pelo comandante do 12º Batalhão de Bombeiros Militar (12º BBM), percorreu aproximadamente 1.150 quilômetros, visitando o Parque Estadual de Sagarana, em Arinos/MG, o Parque Estadual da Serra das Araras e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Veredas do Acari, em Chapada Gaúcha/MG. Durante as visitas, foram realizadas reuniões com gerentes do Instituto Estadual de Florestas, visando o alinhamento de estratégias integradas de prevenção, preparação e resposta a incêndios em áreas protegidas.
Entre os principais avanços, destaca-se a implementação, a partir de 2026, de um ponto focal do CBMMG como referência para cada Unidade de Conservação, o que permitirá maior agilidade na comunicação e maior eficiência na articulação operacional entre as instituições.
As reuniões abordaram, ainda, o processo de seleção e contratação de brigadistas florestais temporários, incluindo procedimentos relativos à aplicação do Teste de Aptidão Física (TAF), conferência documental e execução do curso de formação. Também foram definidos parâmetros operacionais relacionados à atuação desses brigadistas, como atribuições, escalas de serviço e uso de ferramentas tecnológicas para monitoramento e registro de ocorrências, como a plataforma Geofogo.
Outro ponto relevante foi a padronização da comunicação entre os gestores das UCs e o CBMMG, garantindo acionamento célere em situações críticas, inclusive em ocorrências envolvendo brigadistas.
No campo da governança e da gestão de dados, foi pactuada a uniformização dos critérios de mensuração de áreas queimadas, com o objetivo de garantir a produção de estatísticas oficiais integradas entre CBMMG e IEF, fortalecendo a confiabilidade das informações em nível governamental.
Também foram tratados aspectos administrativos relacionados ao controle e ateste das atividades dos brigadistas contratados com recursos provenientes da compensação minerária florestal, assegurando maior transparência e conformidade na aplicação dos recursos públicos.
As atividades incluíram ainda expedições de reconhecimento em campo nas Unidades de Conservação, com emprego de aeronave remotamente pilotada (drone), possibilitando uma análise ampliada das áreas e identificação de mosaicos prioritários para proteção. Essas ações subsidiam o planejamento de estratégias de manejo integrado do fogo, como a realização de queimas prescritas e a construção de aceiros.
A iniciativa está alinhada às diretrizes estabelecidas pelo Decreto Estadual nº 48.767/2024, que reorganiza a Força Tarefa Previncêndio, bem como aos princípios da Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), e às diretrizes da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que orienta o uso planejado do fogo como ferramenta de gestão ambiental.
As reuniões foram consideradas altamente produtivas, evidenciando o elevado grau de integração entre o CBMMG e o IEF, consolidando uma atuação coordenada e eficiente frente aos desafios do período de estiagem no estado de Minas Gerais.